terça-feira, 8 de agosto de 2017

O Mestre da Vida! de Augusto Cury (belíssimo texto)


"Jesus, o Mestre da Vida, nos deu lições inesquecíveis. Mostrou-nos que a vida é o maior espetáculo do mundo! A vida que pulsa na criatividade das crianças, na despedida dos amigos, no abraço apertado dos pais, na solidão de um doente, no choro dos que perdem seus seres amados...

Quando você estiver só no meio da multidão, quando errar, fracassar e ninguém o compreender, quando as lágrimas que nunca teve coragem de chorar escorrerem silenciosamente pelo seu rosto e você sentir que não tem mais forças para continuar sua jornada, não se desespere!

Pare! Faça uma pausa na sua vida! Não dispare o gatilho da agressividade e do auto-abandono. Enfrente seu medo! Faça do seu medo alimento para sua força. Destrave a sua inteligência, abra as janelas da sua mente, areje o seu espírito! Permita-se ser ensinado pelos outros, aprenda lições dos seus erros e dificuldades. 

Liberte-se do cárcere da emoção e dos pensamentos negativos. Jamais se psicoadapte à sua miséria!

Lembre-se do Mestre da Vida! Ele nos ensinou a sermos livres mesmo diante das turbulências, perdas e fracassos, mesmo sem haver nenhum motivo aparente para nos alegrarmos. Tenha a mais legítima de todas as ambições: ambicione ser feliz!

Lembre-se que Jesus Cristo, um ser humano igual a você, passou pelos mais dramáticos sofrimentos e superou com a mais alta dignidade. Seja apaixonado pela vida como ele foi. Lembre-se que por amar apaixonadamente a humanidade, ele teve o mais ambicioso plano da história.

Mantenha em mente que nesse plano, você é uma pessoa única, e não mais um número na multidão.

A vida que pulsa na sua alma torna você especial, inigualável, por mais dificuldades que atravesse, por mais conflitos que tenha. Portanto, erga seus olhos e contemple o horizonte! Enxergue o que ninguém consegue ver! Há um oásis no seu no fim do seu longo e escaldante deserto!

Saiba que as flores mais lindas sucedem aos invernos mais rigorosos. Tenha convicção de que nos momentos mais difíceis de sua vida você pode escrever os mais belos capítulos de sua história.
Nunca desista de você! Dê sempre uma chance a si mesmo!

Nunca desista dos outros! Ajude-os a corrigir as rotas de suas vidas. 
Mas, se não conseguir, poupe energia, proteja sua emoção e aguarde que eles queiram ser ajudados. Enquanto isso, aceite-os do jeito que são, ame-os com todos os defeitos que têm. Amar traz saúde para a emoção.

Jesus encantava as pessoas com suas palavras. As multidões ao ouvi-lo, renovavam suas forças e encontravam um novo sentido para suas vidas! Ele reacendeu a esperança de muitos... Compreendeu o que é ser homem e fez poemas sobre a vida, até sangrando... Brilhou onde não havia nenhum raio de sol"


O Mestre da Vida, Augusto Cury
Fonte:http://maisumavezsentimento.blogspot.com

sábado, 11 de abril de 2015

Estrutura do tópico frasal

Em geral, o  parágrafo-padrão  consta de  três partes, em um modelo que se  assemelha  à estrutura geral do texto: a  introdução, o desenvolvimento e  a conclusão (GARCIA, 2007, p. 222).  A  primeira parte é  composta por  um ou dois  períodos iniciais,  em  que  se apresenta a  ideia principal (o tópico frasal); a segunda  é a explanação da ideia-núcleo e a  terceira, que   não chega a  ser  um item obrigatório.
tópico frasal  pode  ser apresentado de diversas maneiras. Veja algumas:
I. Declaração inicial
 O  autor  do texto  afirma  ou  nega alguma coisa para,  em  seguida, justificar ou   fundamentar  sua  afirmação. Seus  argumentos  podem ser  apresentados  sob  forma de exemplos, confrontos, analogias, razões, restrições.
Exemplo:
A pronúncia exata do grego antigo é, ainda hoje, objeto de especulação dos  estudiosos. Por esse  motivo, há   três  sistemas  de  pronúncia do grego antigo: a pronúncia erasmiana (criada pelo sábio Erasmo de Rotterdam  na Renascença), a  pronúncia restaurada (uma tentativa de criar a  pronúncia do grego do dialeto ático, tal  como  era  falado no  período clássico em Atenas, tomando como   base  os escritos de  antigos gramáticos) e a  pronúncia  do grego moderno (que, apesar  de  não ser  a mesma para o  período clássico, possui a  vantagem de  unir a  língua  antiga como  sua continuação moderna. (VERNANT, 2002, p. 11)

2. Definição
Esse é  um método didático por meio do qual , como   já se  pode supor,  o autor apresentará uma  definição.
Exemplo:
jaculatória é um gênero textual que se caracteriza por um conteúdo de grande fervor religioso, estilo laudatório e invocatório (duas   sequências injuntivas ligadas na sua  formulação imperativa),  composição curta com   poucos enunciados, voltada para a obtenção de graças ou perdão, a  depender da circunstância.

3. Divisão
É  um processo didático, caracterizado pela  objetividade e pela clareza. O tópico frasal  é apresentado sob forma de  divisão ou discriminação de ideias.
Exemplo:
 A literatura “brasileira”nos  primeiros  anos de  colonização é uma literatura: a) de  missionários dedicados à  obra de catequese; b) de viajantes ou recém-chegados desejosos de  dar notícias ou impressões sobre a terra e o homem do  novo continente;  c) de  algumas incipientes vozes literárias. Essa  literatura se  fez  não somente em  língua portuguesa, mas  também em idiomas estrangeiros. Obviamente só  nos   interessa a  que se  incorporou às letras  pátrias:  das  em   língua  estrangeira daremos apenas  breve  informação. (POSSENTI,  2012, p. 36)

 4.  Interrogação
Pode-se  iniciar o parágrafo  com uma  interrogação direta, mas  o   autor   não se  pode esquecer  de que  o desenvolvimento deverá  responder ou  esclarecer  a  indagação feita  no  tópico frasal.
Exemplo:
Em que  consistiria  o domínio do  português padrão? Do  ponto de vista da escola,  trata-se em especial (embora  não só)  da aquisição de determinado grau de  domínio da escrita e da leitura. É evidentemente difícil  fixar os   limites mínimos satisfatórios que os  alunos deveriam poder atingir […]. (POSSENTI,  2012, p. 19)

Garcia (2007)  considera que a   interrogação inicial   esconde um tópico frasal por declaraçãoou definição. É  o que  podemos observar  no exemplo acima,  em  que todo segundo período do parágrafo aparece  como  uma  definição do que é considerado português   padrão.
Para   ver  mais  sobre a estrutura do texto dissertativo, leia  também:

Referências  bibliográficas:
ELIA, S. Fundamentos histórico-linguísticos do português do Brasil.  Rio de  Janeiro:  Nova Fronteira, 2003.
GARCIA, O.M. Comunicação em prosa moderna.  27. ed. Rio de Janeiro: 2007.
MARCUSCHI, L.A. Gêneros textuais:  definição e  funcionalidade. In: DIONISIO, A. P.; MACHADO, A. R.; BEZERRA, M. A. Gêneros textuais & Ensino. 4. ed. Rio de Janeiro: Lucerna, 2005.
POSSENTI, S. Por que  (não) ensinar gramática  na escola. Campinas: Mercado das  Letras, 2012.
VERNANT,  J.P. Entre mito e política. 2.ed. São  Paulo: EdUSP, 2002.

IN: Conversa de português

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Para começar o ano, um pouco atrasada...

Esperança
Mário Quintana

Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E
— ó delicioso vôo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança...
E em torno dela indagará o povo:
— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
— O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA...


segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Um tanto agridoce... mas delicioso de se ler!!!!

Olá meus queridos!!!!!!

Li um blog e me apaixonei, visitem, vocês irão se surpreender!!!!
A autora é uma pessoa maravilhosa e de uma sensibilidade incrível. Todos deveriam ser amigos dessa menina fantástica!!!!

Um tanto agridoce

Boa leitura a todos!!!!

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Vamos correr atrás...

Está chegando o final do ano letivo, e para alguns é hora de correr atrás do prejuízo!!!! Então lá vai!!! Na página de cada sala está a primeira atividade de recuperação, quem quiser fazer é só seguir o link. Bjos.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Um pouco atrasada, mas lá vai minha homenagem ao "Poetinha" Vinicius de Moraes.
19/10/1913 - 100 anos de seu nascimento.

Página incrível: Vinicius de Moraes

A ARCA DE NOÉ

Rio de Janeiro , 1970

Sete em cores, de repente
O arco-íris se desata
Na água límpida e contente
Do ribeirinho da mata.

O sol, ao véu transparente
Da chuva de ouro e de prata
Resplandece resplendente
No céu, no chão, na cascata.

E abre-se a porta da Arca
De par em par: surgem francas
A alegria e as barbas brancas
Do prudente patriarca

Noé, o inventor da uva
E que, por justo e temente
Jeová, clementemente
Salvou da praga da chuva.

Tão verde se alteia a serra
Pelas planuras vizinhas
Que diz Noé: "Boa terra
Para plantar minhas vinhas!"

E sai levando a família
A ver; enquanto, em bonança
Colorida maravilha
Brilha o arco da aliança.

Ora vai, na porta aberta
De repente, vacilante
Surge lenta, longa e incerta
Uma tromba de elefante.

E logo após, no buraco
De uma janela, aparece
Uma cara de macaco
Que espia e desaparece.

Enquanto, entre as altas vigas
Das janelinhas do sótão
Duas girafas amigas
De fora as cabeças botam.

Grita uma arara, e se escuta
De dentro um miado e um zurro
Late um cachorro em disputa
Com um gato, escouceia um burro.

A Arca desconjuntada
Parece que vai ruir
Aos pulos da bicharada
Toda querendo sair.

Vai! Não vai! Quem vai primeiro?
As aves, por mais espertas
Saem voando ligeiro
Pelas janelas abertas.

Enquanto, em grande atropelo
Junto à porta de saída
Lutam os bichos de pêlo
Pela terra prometida.

"Os bosques são todos meus!"
Ruge soberbo o leão
"Também sou filho de Deus!"
Um protesta; e o tigre - "Não!"

Afinal, e não sem custo
Em longa fila, aos casais
Uns com raiva, outros com susto
Vão saindo os animais.

Os maiores vêm à frente
Trazendo a cabeça erguida
E os fracos, humildemente
Vêm atrás, como na vida.

Conduzidos por Noé
Ei-los em terra benquista
Que passam, passam até
Onde a vista não avista.

Na serra o arco-íris se esvai...
E... desde que houve essa história
Quando o véu da noite cai
Na terra, e os astros em glória

Enchem o céu de seus caprichos
É doce ouvir na calada
A fala mansa dos bichos
Na terra repovoada.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Carlos Drummond de Andrade

Ausência

Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.